Convenção Coletiva do setor de usinas de açúcar deve ser prioridade e ser fechada antes de acordos
Há dois anos, a FTIA Interior e a Fitiasp tentam, a todo custo, a assinatura da convenção coletiva de trabalho (CCT) junto à União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), que representa os patronais do setor. Sem sucesso, afinal, a entidade se recusa!
Porém, essa história deve mudar em 2026. No dia 10 de fevereiro, em Catanduva, foi realizado encontro estratégico para o futuro dos trabalhadores do setor de usinas de açúcar do Estado de São Paulo. Os presidentes da FTIA Interior, Antônio Gonçalves Filho, e da Fitiasp, Paulo Viana, reuniram-se com lideranças sindicais e representantes empresariais para traçar os rumos das negociações coletivas.
A reunião aconteceu no Sindicato da Alimentação de Catanduva e foi conduzida pelo coordenador estadual das negociações, Marcelo dos Santos Araújo, presidente do Sindicato e diretor da FTIA Interior. Entre os presentes, destacaram-se os dirigentes da Raízen, Antônio Garcia e Marcos Garcia.
De acordo com Araújo, coordenador estadual de negociações, foi entregue aos representantes da Raízen uma cópia do processo de dissídio coletivo, que tramita no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região, em Campinas.
"Explicamos as dificuldades e intransigências do patronal. Informamos também sobre as dificuldades que enfrentamos nas negociações dos acordos locais, por conta disso", explica o sindicalista.
Diante disso, oficialmente, as Federações terão de uma nova diretriz: não serão formatados Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) individuais antes que a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) estadual esteja devidamente formalizada. O objetivo é assegurar que as garantias macro da categoria sejam confirmadas para todos os trabalhadores do estado através da Convenção Coletiva, fortalecendo a classe antes de partir para as negociações específicas por empresa.
"Estamos convocando os dirigentes empresariais para deixar claro: este ano, a prioridade é a Convenção Coletiva. E essa é a primeira de uma série de reuniões que vamos fazer com representantes de outras empresas. É importante deixar claro que sem convenção coletiva não haverá acordo coletivo", destaca.
A força e a coesão do movimento sindical buscam por melhorias reais e proteção aos direitos dos trabalhadores na Campanha Salarial deste ano.