Inflação brasileira fecha 2025 em 4,26%, menor alta anual desde 2018

Inflação brasileira fecha 2025 em 4,26%, menor alta anual desde 2018

A inflação oficial do Brasil foi de 0,33% em dezembro de 2025 e encerrou o ano passado em 4,26%, mostram dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado representa a menor alta anual contabilizada pelo do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) nos últimos seis anos.

  • IPCA acumulou alta de 4,26% no ano passado. A variação para o período de 12 meses encerrado em dezembro é a menor registrada pelo índice de preços desde 2018 (3,75%). Em 2024, a alta contabilizada pelo indicador foi de 4,83%.
  • Inflação brasileira fechou 2025 dentro da meta. Após figurar acima da margem de tolerância entre outubro de 2024 e outubro do ano passado, o acumulado em 12 meses do IPCA perdeu ritmo e voltou ao intervalo definido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). A meta de 3% admite que o índice oscile até 1,5 ponto percentual, de 1,5% a 4,5%.

Em dezembro de 2025, o IPCA foi de 0,33%. O avanço representa uma aceleração do índice na comparação com a alta de 0,18% verificada em novembro, mas corresponde à menor variação para o mês desde 2018 (0,15%).

Conta de luz

  • Valor das tarifas de energia elétrica residencial recua em dezembro. Após saltarem 1,27% em setembro, as contas de luz apresentaram deflação de 2,41% no mês passado. O resultado corresponde à principal influência negativa do índice de preços no ano passado. No acumulado de 2025, no entanto, as conta de luz subiram 12,3%.
  • Bandeira tarifária guia o alívio das contas de energia elétrica. A redução da bandeira tarifária vermelha Patamar 1 para amarela contribuiu para a queda no valor das contas de luz em dezembro. A determinação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) reduz o valor adicional dos boletos de R$ 4,46 para R$ 1,885 consumidos.

Alimentos

  • Inflação do grupo formado por itens de alimentação e bebidas foi de 2,95% em 2025. A variação corresponde a uma perda de força na comparação com o avanço dos preços registrado em 2024 (+7,69%). O resultado do grupo de maior peso do IPCA foi determinado pelo alimentação no domicílio, que passou de 8,23% para 1,43% após seis meses consecutivos (junho a novembro) de queda.
  • Grupo responsável por alimentação e bebidas registrou alta de 0,27% em dezembro. O resultado que interrompeu a sequência de seis meses consecutivos de queda foi influenciado pelas altas da cebola (12,01%); da batata-inglesa (7,65%); das carnes (1,48%) e das frutas (1,26%), em especial o mamão (7,85%) e a banana-prata (4,32%). No lado das quedas, os destaques são o leite longa vida (-6,42%), o tomate (-3,95%) e o arroz (-2,04%).

Veja a variação de cada grupo em 2025

  • Artigos de residência: -0,28%;
  • Comunicação: +0,77%;
  • Alimentação e bebidas: +2,95%
  • Transportes: +3,07%
  • Vestuário: +4,99%
  • Saúde e cuidados pessoais: +5,59%
  • Despesas pessoais: +5,87%
  • Educação: +6,22%
  • Habitação: +6,79%.